Violência contra as mulheres em momento de isolamento

Decidi durante o mês de abril fazer algumas lives sobre gênero, política e a pandemia por entender que esses temas estão intrinsecamente relacionados, já que estamos vivendo esse capítulo sem precedentes na história e podemos pensar sobre diversos pontos. Em tempos de distanciamento social, as tensões familiares tendem a crescer porque temos famílias inteiras convivendo diariamente dentro de um mesmo espaço. Mulheres em situação de violência podem não ter um espaço para pedir ajuda, pois na quarentena ninguém sai para o trabalho ou se ausenta por muito tempo. Na China, primeiro país a adotar o distanciamento como forma de contenção da pandemia do covid-19, ativistas de direitos humanos afirmam que as denúncias de agressão a mulheres no ambiente familiar subiram três vezes durante o período de confinamento e muitas das vítimas não tinham ideia a quem recorrer. A partir desse alerta, outros países, incluindo o Brasil – o 5° país que mais mata mulheres no mundo –  tem tomados algumas medidas para que a casa, lugar que ocorre 90% das violências sofridas por mulheres segunda dados do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, se torne mais seguro. Uma das medidas adotadas nas últimas semanas em São Paulo é a possibilidade de fazer o boletim de ocorrência online.  Talvez você esteja se perguntando qual a importância de saber esses números e te digo que qualquer vizinho ou testemunha de violência pode acionar a polícia militar no 190 e essa informação pode salvar vidas. Precisamos lembrar que ter uma sociedade mais segura para meninas e mulheres é um papel de todos nós.  Uma outra maneira de promover melhorias na vida de populações mais vulneráveis é o quanto a levamos a política a sério, pois nosso voto, pode contribuir para elegermos políticos comprometidos com melhorias sociais e econômicas através de políticas públicas efetivas. Nas eleições temos a possibilidade de atuar ativamente na transformação da sociedade, construindo com corresponsabilidade, um lugar com diminuição de desigualdades, com direito para todos, com uma economia balanceada e sustentável. Que esses tempos de crise não sejam em vão e nos impulsione a fazer a nossa parte em todas as esferas de nossas vidas. Afinal de contas, precisamos dar sentido e norte para esse momento tão complicado que vivemos. Vamos em frente! 

Violência contra as mulheres em momento de isolamento

Decidi durante o mês de abril fazer algumas lives sobre gênero, política e a pandemia por entender que esses temas estão intrinsecamente relacionados, já que estamos vivendo esse capítulo sem precedentes na história e podemos pensar sobre diversos pontos. Em tempos de distanciamento social, as tensões familiares tendem a crescer porque temos famílias inteiras convivendo diariamente dentro de um mesmo espaço. Mulheres em situação de violência podem não ter um espaço para pedir ajuda, pois na quarentena ninguém sai para o trabalho ou se ausenta por muito tempo. Na China, primeiro país a adotar o distanciamento como forma de contenção da pandemia do covid-19, ativistas de direitos humanos afirmam que as denúncias de agressão a mulheres no ambiente familiar subiram três vezes durante o período de confinamento e muitas das vítimas não tinham ideia a quem recorrer. A partir desse alerta, outros países, incluindo o Brasil – o 5° país que mais mata mulheres no mundo –  tem tomados algumas medidas para que a casa, lugar que ocorre 90% das violências sofridas por mulheres segunda dados do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, se torne mais seguro. Uma das medidas adotadas nas últimas semanas em São Paulo é a possibilidade de fazer o boletim de ocorrência online.  Talvez você esteja se perguntando qual a importância de saber esses números e te digo que qualquer vizinho ou testemunha de violência pode acionar a polícia militar no 190 e essa informação pode salvar vidas. Precisamos lembrar que ter uma sociedade mais segura para meninas e mulheres é um papel de todos nós.  Uma outra maneira de promover melhorias na vida de populações mais vulneráveis é o quanto a levamos a política a sério, pois nosso voto, pode contribuir para elegermos políticos comprometidos com melhorias sociais e econômicas através de políticas públicas efetivas. Nas eleições temos a possibilidade de atuar ativamente na transformação da sociedade, construindo com corresponsabilidade, um lugar com diminuição de desigualdades, com direito para todos, com uma economia balanceada e sustentável. Que esses tempos de crise não sejam em vão e nos impulsione a fazer a nossa parte em todas as esferas de nossas vidas. Afinal de contas, precisamos dar sentido e norte para esse momento tão complicado que vivemos. Vamos em frente! 

Pro-cras-ti-nar

Já estamos em fevereiro e como dizem que o ano só começa depois do carnaval, quero saber se você já procrastinou nesse 2020. E se a resposta for sim, lhe convido a encarar esse hábito com outro olhar. Um olhar realista, mas generoso com você. Quando você se propõe a fazer determinada atividade, mas vai deixando para depois e esse depois se torna semana ou até mês que vem, a procrastinação chegou, e ainda veio acompanhada de culpa e angústia por não ter cumprido sua meta. O que muitas vezes não percebemos é que ela camufla outra sentimento, a frustração por ter criado metas impossíveis ou incompatíveis com quem se é. Daí a importância do autoconhecimento. Se você sabe que tem dificuldade em acordar cedo, por que estipular a meta de levantar horas antes para correr? Se o seu objetivo é iniciar uma atividade física, faça isso de maneira generosa e autêntica consigo mesmo. Talvez a saída seja correr no fim da tarde nos dias de folga, respeitando seu corpo e estabelecendo metas factíveis para você e não para os outros. E se você não conseguir atingir sua meta, tudo bem. Você é um ser humano. Pare, analise o plano que você traçou, o que a vida lhe deu e o que de melhor você pode fazer com isso. Se ainda assim você sentir que não consegue superar essa frustração sozinho, um dos caminhos é procurar a terapia. Ser feliz consigo mesmo, é em geral, a melhor resposta!

Um pequeno retrato do Brasil

Você já se perguntou por que num país onde 55% da população é negra, a porcentagem de negros no poder executivo, legislativo, judiciário ou mesmo na medicina e diretoria de empresas é praticamente nula? Por outro lado, 65% dos presidiários são auto-declarados pretos ou pardos. É inegável que isso passa uma mensagem tanto aos negros, quanto aos brancos.  Quando um funcionário do banco Itaú viu uma mulher negra com determinado valor em sua conta bancária, ele enxergou exatamente o que a nossa sociedade nos mostra através do racismo estrutural. O preconceito que não terminou com a abolição da escravidão, mas que está aí naturalizado em atitudes deploráveis como essa. Por que uma mulher negra não pode ser uma empresária bem sucedida? Se Lorenna Vieira fosse branca, teria recebido o mesmo tratamento nessa quinta-feira, no banco Itaú? Uma mulher branca tentando sacar seu dinheiro, seria vista como suspeita de fraude e saído da agência levada pela polícia para prestar esclarecimentos? Infelizmente, nós sabemos que não. Então o que você e eu podemos fazer? Nunca individualizar o problema, como se esse fosse um caso isolado. Entender que se existe racismo é porque, enquanto sociedade, enxergamos algumas pessoas superiores à outras, causando sofrimento psíquico, físico e social a outro grupo. A responsabilidade de quem quer combater o racismo é entender que o lugar de luta é de brancos e negros. Comece observando quantas pessoas negras frequentam os mesmos lugares que você e se nós não estamos lá, fazer a coisa certa, significa questionar e contribuir para mudar essa realidade.

Pode chegar, 2020!!!!

Não foi um ano fácil mas aprendi bastante, principalmente que preciso ter um plano de felicidade pessoal para além da militância. Relembrando o texto da jornalista Eliane Brum após as eleições do segundo turno no ano passado: valorizar as cotidianices. Aliás há 3 anos tenho aprendido isso algumas pessoas que estão ao meu redor. Saber viver, aproveitar a vida e mesmo que o mundo seja injusto e cruel, se permitir ser feliz. Tenho aprendido diariamente como ser feliz “apesar de”. Apesar de AINDA não ter feito algo impactante no Brasil, renovo minhas esperanças, sonhos, planos e metas para 2020. Com esse sorriso da foto, mando um recado para àqueles que personificam as idelologias que mais me apavoram: racismo e misognia. Nunca deixarei vocês roubarem a alegria de saber que “apesar de” todas as violências, injustiças e desigualdades existentes, sou feliz por quem sou, pelas causas que luto e pelo que ainda alcançarei. Esse pensamento sobre a felicidade me perseguiu em 2019… Não podemos deixar que roubem nossa alegria porque o racismo e a misognia já nos tiraram/tiram/tirarão demais. Muitas vezes eles nos fazem acreditar em um mar de impossibilidades que minam nossas forças, nossa saúde mental e física, nossos sonhos e nossa alegria. Por isso, repito, tenham um plano de felicidade pessoal, focado em coisas simples que te façam acordar, sorrir, relembrar que toda forma de luta vale à pena, inclusive, aquela que vem acompanhada de um sorriso no rosto. Pode vir 2020, que seguirei com muita luta e felicidade, SEMPRE! Desejo à todas, todes e todos um 2020 com alegria como companheira persistente! Ah, e claro, muita terapia! Cuidem de sua saúde mental, galera!!!! #2020 #2020seramelhor #mulheresnegras #psicologamarianaluz #psicologiaporamor #saudemental #saude #mulheres #tokyo2020 #mulhervotaemmulher #quemmandoumatarmarielle #healthylifestyle #amor #alegria #alegriadeviver #nenhumadenosamenos #PelaVidadeTodasasMulheres #blackpower #blackwoman #blacklivesmatter #vidasnegrasimportam #paremdenosmatar #pride🌈 #lgbtfobicosnaopassarao #LGBT #porqueodiamosasmulheres

Corpinho de verão

Estive, à convite da #SampaTalks – se ainda não conhece busque nas redes sociais esse projeto de popularização da saúde mental porque vale à pena – em um bate-papo super legal sobre as exigências que são feitas sobre nossos corpos quando se aproxima o verão. Quantas mulheres e garotas não conseguem ir à praia, vestir um biquini porque tem estrias, celulites e está acima de um determinado peso. Uma das perguntas na roda de conversa foi como nos amarmos, da forma que somos, se somos cobrados o tempo todo por uma perfeição que parece nunca chegar e nunca bastar?! Eu me lembrei da minha mãe. Quando eu era criança sempre que tinha alguma ideia mirabolante do que gostaria de ser ao crescer, meus pais me apoiavam. Incondicionalmente. Aliás, até hoje, se eu disser que deixarei a psicologia para trabalhar com qualquer outra coisa, minha mãe será a primeira a dizer: vai dar certo. Faça! Não estou dizendo que minha família é melhor do que outras (embora admita que tenho o privilégio de ter pais extremamente compreensivos, amorosos e incentivadores) ou algum tipo de exemplo, mas meus pais me fizeram entender a importância de olhar para a #primeirainfancia. Quando conversamos com adolescentes, vemos entre tantas mudanças dessa nova geração, uma potência extraordinária de pessoas diversas que acreditam que mudar o mundo é mais simples do que parece Sinceramente eles parecem frutos de muita luta para olharmos a infância com ainda mais cuidado e carinho, promovendo potencializar todas as crianças nessa fase tão importante do desenvolvimento humano. #infancia #saudemental #cuidardesi #cuidardooutro #aceitacao #aceita #amor #bodypositive #criancasnegras #women #itgirl #mulheresnegras #psicologiaporamor #psicologamarianaluz #autocuidado

Pensando sobre o filme “O ódio que você semeia”…

O filme retrata a repercussão na vida de uma garota negra que presenciou o assassinato de seu amigo e primeiro amor, uma garoto negro de apenas 16 anos, cometido por um policial branco em uma abordagem de rotina. Toda a comunidade é afetada e o filme mostra com sensibilidade ímpar o que esse crime bárbaro faz com cada um dos envolvidos. Mesmo àqueles que não o conheciam pessoalmente, porém se sentem afetados. Esse é o ponto de atenção que trago aqui: parece que não há como não ser afetado de alguma maneira por um fato desses. Somos seres com relação no mundo, conosco mesmo e com os outros, e seguindo essa lógica, tudo nos afeta, certo? Então porque algumas pessoas não se sensibilizam com o número de mortes de jovens negros semelhante ao de países em guerra, com o fato de o Brasil ser o país que mais mata população LGBT e o 5 país que mais mata mulheres?! O rapper Tupac explica esse fenômeno do Thug life nesse filme: o ódio que semeamos atinge todo mundo e esse ciclo não acaba. O ódio não atinge somente quem morre, mas quem mata também. O filme inspira porque nos faz pensar em que acreditamos. Sou ativista porque eu acredito. Acredito que mesmo com todo racismo, misognia e lgbtfobia, em algumas situações, o lado certo das histórias vencem. Ainda assim é difícil conviver com injustiças: vidas sendo dizimadas por serem quem são. Alguns tem o privilégio de viver, outros sobreviver, mas tanto um lado quanto o outro é atingido por esse ódio. O filme faz um convite para, de alguma forma, cessarmos esse ciclo e seguir acreditando que a felicidade, a autenticidade e a militância incomodam mais que o ódio, sendo novas possibilidades de estarmos no mundo. E você, já pensou no ódio que semeia? Recomendo muito o filme! #livesblackmatters #racismo #jovemnegrovivo #psicologamarianaluz #psicologiaporamor #saudemental

Desigualdade de gênero: mal estar social

A desigualdade de gênero faz com que homens e mulheres sejam noticiados e divulgados de formas diferentes. As mulheres sempre são vistas como desequilibradas, instáveis, burras, loucas. Já os homens, como bravos, leões, às vezes até como agressivos, mas sempre de forma justificada. Aqui não é uma questão partidária e sim uma questão de gênero. Lembro como a imprensa foi extremamente cruel e dura com as jogadoras da seleção feminina de vôlei, inclusive dizendo que mulheres não tinham emocional necessário para vencer, por terem sofrido uma derrota de virada nas olimpíadas de 2014 em Atenas; já com a seleção masculina de vôlei em Londres 2012, houve uma situação semelhante de virada, porém foram justificados pelo mérito do outro time que soube sair da situação desfavorável. Enfim, precisamos lembrar que a desigualdade é a raiz de todas as formas de violência e todos nós, enquanto sociedade, temos a responsabilidade de combatê-la. Precisamos melhorar muito a forma de escrever e descrever as notícias para que sejamos justos independente do gênero. #women#IgualdadedeGenero#itgirl#goequeal#pelavidadetodasasmulheres#psicologamarianaluz

Coringa: escolha ou consequência?

Na quinta assisti o coringa. Confesso que não queria muito apesar do estardalhaço acerca do filme porque desde os 17 anos eu vejo tantos caras como ele ao meu redor: vítima de abuso, negligência, em situação de vulnerabilidade, vivência com uma cuidadora adoecida e que provavelmente foi vítima de abuso e ficamos nesse loping que a intersecção de raça, gênero e classe causam na sociedade… Bem, soma-se tudo isso e temos um cara bem ferrado: tanto física, quanto econômica, social, psíquica, profissionalmente e por aí vai… Inegável que o Joaquin Phoenix teve uma interpretação sensacional, mas será que os amantes desse filme e dessa interpretação pensam sobre os coringas da vida real. Na prática é bem mais difícil ser solidário ao menino ferrado, que sai da comunidade armado porque não se contenta em não ter um tênis de marca, um relógio caro, um iPhone ou uma oportunidade de estudar, de ganhar mais que um salário mínimo como a de tantos outros. É mais difícil quando se está em surto e sequestra um ônibus armado. Nossa comoção é seletiva e isso se deve à estrutura social que vivemos. Fiquei pensando se esse ator fosse negro, se o impacto em nosso imaginário seria esse. Parece exagero, mas é cruel e velha lembrança de que os marcadores sociais nos colocam em lugares certeiros para o descaso. O racismo, sem dúvidas, é um crime perfeito. Até na ficção fica visível. Bom, então não há opção quando se nasce em uma situação de extrema vulnerabilidade?! Para além dos aspectos sociais, vale a pena pensar na subjetividade e na escolha que permeia nossas vidas. Arthur deu vazão a sua raiva quando se sentiu enganado, traído e humilhado; e por isso, matou pessoas. Diversas pessoas. Um anti herói sofrendo todo tipo de dor que parece justificada a sua crueldade. Será que se ele tivesse tido atenção, afeto, e verdade em sua vida, ainda assim, ele teria ido às ultimas consequências?! Nunca saberemos, mas pelo menos ele teria ao seu alcance um leque maior de possibilidades. Na vida real, muitos escolhem outras possibilidades. #joker #marcadoressociais #racismo #pobreza #saudemental

Sororidade: sim, é possível!

Alguns tenistas passam a vida toda tentando ganhar uma, duas ou algumas partidas dentro de um Grand Slam. Treinando o ano todo para quem sabe chegar na segunda semana de um dos 4 torneios mais importantes do mundo, os Grand Slams. Os muito bem preparados conseguem fazer oitavas, quartas e que honra chegar à uma semi ou ser um finalista de grand slam. A glória maior, claro, ser campeão. Muitos tentam, alguns conseguem e outros passam a carreira tentando. Nessa atmosfera, Naomi Osaka (21), atual número 1 do mundo, após vencer a partida de Coco Gauff, (15); sim a garota tem 15 anos, 15 ANOS rs e com tão pouca idade já venceu 2 partidas dentro de um grand slam, quebra todos os protocolos, pois geralmente somente o vencedor é entrevistado e convence a tenista adolescente que acabara de perder a partida por 6×3 e 6×0, ser entrevistada junto com ela, emocionando a todos e dando um recado ao mundo, talvez de forma bem despretensiosa (ou não rs): mulheres se ajudam. Existe esse mito propagado pelo machismo que mulheres disputam o tempo todo e não sabem ser gentis com outras mulheres. Então, vemos essa cena linda no esporte, um lugar extremamente competitivo. É por essas e outras que o esporte tem um lugar enorme dentro do meu coração. Aprendo diariamente com atletas e hoje não foi diferente. Todas as mulheres fazem são gentis com outras mulheres?! Com certeza não, mas boas ações devem ser destacadas, afinal destacar lindas atitudes como essa servem para nos ajudar a quebrar mitos!